Resenha do filme: Uma Mente Brilhante (2002)

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John Nash (Russell Crowe)  é tido como louco, estranho e egocentrico. Mas a verdade é que esse personagem, inspirado no verdadero Nash, é um gênio da matemática que, aos 2o anos e poucos anos, após muitos rabiscos e rascunhos, acaba  formulando um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Porém nem só de louros viveu Nash, pois junto a sua genialidade, a esquizofrenia foi diagnostica. No entanto, anos de luta contra a doença e suas implicações, levam Nash a uma das maiores superações já vistas, afinal, ele ganhou um Prêmio Nobel.

O filme ganhador de 4 Oscars (Melhor Filme – Melhor Diretor (Ron Howard) – Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly) – Melhor Roteiro Adaptado) retrata a vida de Nash desde sua vida como aluno esquisito, passando por professor ecentrico, e um esquizofrênico tentando conviver com sua doença. Russell Crowe (injustiçado pela Academia!) faz uma brilhante atuação como Nash, personificando um homem atormentado. Além de Crowe, o elenco conta com com Paul Bettany, que também trabalha de forma magistral, dando vida ao amigo de Nash; Ed Harris como o agente William Parcher e Jennifer Connelly, como Alicia Nash, a esposa de John.

A direção de Ron Howard (que originalmente seria de Robert Redford) garante ótimas tomadas, e sequências que levam em ordem cronológica da história de Nash. A fotografia do filme também é um dos pontos forte do longa, pois retrata os anos 50 de uma forma bem real, como também acaba tendo as variações de cor necessária, oscilando entre o colorido pastel para as fases boas, como um tom mais sóbrio para os momentos de maior tensão.

O filme é uma adaptação do livro  A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash Jr., de Sylvia Nasar, onde é contada a real história do brilhante matemático. Porém como em todos os filmes baseados em biografias, algumas passagens foram modificadas para melhor se adaptarem ao padrão hollywoodiano, mas nada que atrapalhe o resultado final, porém as insinuações sobre a sexualidade de Nash acabam ficando de fora do longa, assim como o relacionamento com sua esposa, que na vida real, passou anos separada dele, só voltando a conviver com o matemático anos depois do seu grande surto, quando seu filho ainda era um bebê.

O bacana dessa produção é como ela é contata, em ordem cronológica, e de forma bem precisa. Passamos por diversas fases da vida de Nash, e pelo trabalho tanto do diretor, quanto dos atores, e também da maquiagem, e possível realmente seguir junto com a narrativa, que em nada deixa a desejar.

Um roteiro coerente, passagens importantes, atuações fantásticas e a história de um homem que conseguiu viver de uma forma coesa, convivendo com a esquizofrenia e todas as suas alucinações. Em resumo, um filme que merece toda a minha admiração!

 

Nota do CD:
★★★★★
Nota dos Leitores:




TRAILER LEGENDADO

 

FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama
Direção: Ron Howard
Roteiro: Akiva Goldsman
Elenco: Adam Goldberg, Alex Toma, Amy Walz, Anthony Easton, Anthony Rapp, Austin Pendleton, Betsy Klompus, Bob Broder, Brian Keith Lewis, Carla Occhiogrosso, Cheryl Howard, Christopher Plummer, Christopher Stockton, Darius Stone, Dave Bayer, David B. Allen, Ed Harris, Ed Jupp Jr., Eva Burkley, Glenn Roberts, Gregory Dress, Holly Pitrago, Isadore Rosenfeld, Jane Jenkins, Jason Gray-Stanford, Jennifer Connelly, Jennifer Weedon, Jesse Doran, Jillie Simon, John Blaylock, Josh Lucas, Josh Pais, Judd Hirsch, Kathleen Fellegara, Kent Cassella, Logan McCall, Lyena Nomura, Matt Samson, Michael Esper, Patrick Blindauer, Paul Bettany, Rance Howard, Roy Thinnes, Russell Crowe, Stelio Savante, Tanya Clarke, Teagle F. Bougere, Thomas F. Walsh, Tom McNutt, Tommy Allen, Tracey Toomey, Valentina Cardinalli, Victor Steinbach, Vivien Cardone, Will Dunham, Yvonne Thomas
Produção: Brian Grazer
Fotografia: Roger Deakins
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 134 min.
Ano: 2001
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estúdio: DreamWorks SKG / Imagine Entertainment / Universal Pictures
Classificação: 12 anos

 

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Categoria: Box-Colunas, Drama, Excelente, Ticiana Araujo, Um Dia Concorri ao Oscar

Sobre o autor ()

Soteropolitana. Mãe. Publicitária. Sagitariana. Blogger. Não necessariamente nessa ordem e ainda em construção... Odeia caminhar em cima do muro, e concorda com Chaplin quando ele diz que a vida é como um palco, onde não se tem ensaio, e se deve aproveitá-la antes de que a cortina se feche e o espetáculo termine sem aplausos.

Comentários (1)

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  1. hildemando disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk que filme doido kkk
    parece com meu site kkkkkkkkk

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